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Qual foi o reajuste do INSS em 2026?

Atualizado em 19 de julho de 2026 4 min de leitura Revisado
Arte do Benefício Claro sobre o reajuste dos benefícios do INSS em 2026

Todo início de ano, o INSS reajusta o valor de aposentadorias, pensões, auxílios e do BPC. Em 2026, esse reajuste já está valendo desde janeiro — mas muita gente ainda não conferiu se o valor do seu benefício realmente mudou. Este texto explica os números exatos, quem foi afetado por qual percentual e como confirmar o seu caso.

Qual foi o reajuste do INSS em 2026?

O reajuste teve dois percentuais diferentes, conforme o valor do benefício:

  • 6,79% para quem recebe até um salário mínimo — a maioria dos beneficiários do INSS. O piso passou de R$ 1.518 para R$ 1.621.
  • 3,9% para quem recebe acima do salário mínimo — calculado pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede a inflação sentida pelas famílias de renda mais baixa.

A regra está na Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, assinada em 9 de janeiro de 2026 e publicada no Diário Oficial da União. O reajuste vale desde 1º de janeiro de 2026.

Por que dois percentuais diferentes?

O piso do INSS (R$ 1.621) é preso por lei ao salário mínimo, reajustado pelo Decreto nº 12.797/2025. Já os benefícios acima do piso seguem apenas a inflação (INPC), sem o acréscimo real que às vezes existe no cálculo do salário mínimo. Por isso os dois grupos recebem percentuais diferentes todo ano.

Quem recebe até um salário mínimo: novo valor de R$ 1.621

É o caso da maior parte dos beneficiários: segundo o INSS, cerca de 21,9 milhões de benefícios (62,5% do total pago pelo INSS) ficam no valor de um salário mínimo. Isso inclui:

  • Aposentadorias por idade, tempo de contribuição ou invalidez de quem contribuiu com valores baixos.
  • Pensões por morte de baixo valor.
  • Auxílio-doença (hoje chamado de auxílio por incapacidade temporária).
  • BPC/LOAS, que paga sempre exatamente um salário mínimo — veja os detalhes em quem tem direito ao BPC/LOAS em 2026.

Para esse grupo, o valor subiu de R$ 1.518 para R$ 1.621 — um aumento de R$ 103 por mês.

Quem recebe acima do mínimo: reajuste de 3,9%

Os outros mais de 12,2 milhões de benefícios pagos pelo INSS acima do piso tiveram reajuste de 3,9%, referente à inflação medida pelo INPC em 2025. Por exemplo, quem recebia R$ 3.000 de aposentadoria passou a receber R$ 3.117 (3.000 × 1,039).

Qual é o novo teto do INSS?

O teto do INSS — o valor máximo que qualquer benefício pode pagar, não importa quanto a pessoa tenha contribuído — passou de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55 em 2026, também com reajuste de 3,9%. Quem se aposenta com um salário de contribuição alto recebe, no máximo, esse valor.

O BPC/LOAS também mudou

Sim. Como o BPC paga sempre o equivalente a um salário mínimo, ele segue automaticamente o reajuste de 6,79% do piso: de R$ 1.518 para R$ 1.621 em 2026. Não existe reajuste “acima do mínimo” para o BPC, porque o valor é sempre fixo em um salário mínimo — não varia com o tempo de contribuição, já que é um benefício assistencial, não previdenciário.

Como conferir o novo valor do meu benefício

O jeito mais rápido é pelo Meu INSS, aplicativo ou site oficial:

  1. Entre no Meu INSS com CPF e senha da conta gov.br.
  2. Toque em “Extrato de Pagamento”.
  3. Compare o valor do mês atual com o de dezembro de 2025 — a diferença deve corresponder a 6,79% (se você recebe até o mínimo) ou 3,9% (se recebe acima).
Valor não mudou no seu extrato?

Se o reajuste não aparece no seu pagamento, não pague ninguém para “corrigir” o problema. Abra um pedido de revisão gratuito pelo Meu INSS ou ligue para o 135 (Central de Atendimento do INSS, ligação gratuita).

O que isso muda para quem contribui (autônomo, MEI, facultativo)

O reajuste da portaria vale para quem já recebe do INSS. Para quem ainda contribui, o que mudou foi a tabela de contribuição: o piso de contribuição também subiu para R$ 1.621, com alíquotas que vão de 7,5% (até R$ 1.621) a 14% (de R$ 4.354,28 até o teto de R$ 8.475,55). Isso afeta o valor mínimo que autônomos, contribuintes individuais e MEIs pagam por mês ao INSS — e, no futuro, o valor da aposentadoria que essas contribuições vão gerar.

Quer saber se você tem direito a outros benefícios além da aposentadoria, como o BPC ou o Bolsa Família? Use o nosso simulador de benefícios — é gratuito e não pede CPF nem salva nenhum dado.

Perguntas frequentes

Preciso pedir o reajuste do meu benefício?
Não. O reajuste é automático: o INSS aplica o novo percentual direto na folha de pagamento, sem necessidade de requerimento. Se o valor não mudou no seu extrato, vale abrir um pedido de revisão pelo Meu INSS ou pelo telefone 135.
O reajuste é igual para todo mundo que recebe do INSS?
Não. Quem recebe até um salário mínimo teve reajuste de 6,79%, o mesmo percentual do novo salário mínimo (R$ 1.621). Quem recebe acima do piso teve reajuste de 3,9%, calculado pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) — índice diferente, porque esses benefícios não são presos ao valor do salário mínimo.
O BPC/LOAS também foi reajustado?
Sim. O BPC paga sempre o valor de um salário mínimo, então segue automaticamente o mesmo reajuste: passou de R$ 1.518 para R$ 1.621 em 2026, o equivalente aos 6,79% do piso previdenciário.
Quando o novo valor começou a valer?
O reajuste vale a partir de 1º de janeiro de 2026, conforme a Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, publicada em 9 de janeiro de 2026. Os pagamentos do INSS já saem com o valor novo desde então — se você ainda não conferiu o seu extrato, o reajuste já deveria estar refletido em todos os pagamentos deste ano.
Existe um limite máximo para o valor do benefício do INSS?
Sim, o teto do INSS. Em 2026, nenhum benefício pago pelo INSS (aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença etc.) pode ultrapassar R$ 8.475,55 por mês, mesmo que o cálculo da contribuição resultasse em um valor maior.
O reajuste vale para quem contribui como autônomo ou MEI?
O reajuste desta portaria é sobre os benefícios já concedidos (quem já recebe do INSS). Para quem contribui, o que muda é a tabela de contribuição: o piso de contribuição também sobe para R$ 1.621, com alíquotas de 7,5% a 14% conforme a faixa de renda declarada.

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